A Fundação Ariel Glaser está a recrutar um Assessor Técnico de Prevenção, Aconselhamento e Testagem em Saúde (ATS) e Apoio à Adesão, Saúde Militar (código: ATPATS), para Maputo, em Moçambique.

Descrição
  • Objectivo geral do posto: Providenciar liderança técnica e assistência especializada para fortalecer a prevenção combinada, o Aconselhamento e Testagem em Saúde (ATS), a testagem de contactos e índice, a ligação imediata ao TARV, o apoio psicossocial, a adesão, a retenção e a reintegração de utentes nas Unidades Sanitárias Militares e áreas operacionais de influência, assegurando confidencialidade, respeito pela hierarquia militar, interoperabilidade civil militar, apropriação institucional e sustentabilidade das intervenções após a redução progressiva da assistência técnica externa
  • Resumo da função: O/A Assessor(a) Técnico(a) de Prevenção, ATS e Apoio à Adesão lidera a concepção, adaptação ao meio militar, implementação e garantia de qualidade das intervenções de prevenção combinada, ATS, PrEP, PEP, auto testagem, testagem de contactos, ligação ao tratamento, aconselhamento de adesão reforçada e busca activa de faltosos nas US Militares. Actua como agente de interoperabilidade civil militar, assegurando que os fluxos entre Saúde Militar, MISAU, DPS/SPS, SDSMAS e unidades civis funcionem de forma coordenada e sem duplicações
  • Transição e integração de serviços. Lidera, na sua área técnica, a operacionalização do modelo de transição institucional e apropriação local, alinhado ao OCA, semáforo de prontidão e princípios do MilSID, promovendo a integração sustentável dos pacotes de prevenção, testagem e apoio à adesão nas rotinas permanentes das US Militares e nas estruturas de comando e saúde das FADM
Funções
Estratégia, alinhamento técnico e interoperabilidade civil militar
  • Alinhamento técnico militar: Adequar as directrizes nacionais do MISAU, as normas DHAPP/PEPFAR e os requisitos do FADM READY ao contexto dos hospitais militares, postos médicos, centros de instrução, aquartelamentos e áreas de destacamento, desenvolvendo Procedimentos Operacionais Padronizados simples, práticos e apropriáveis pelas equipas da Saúde Militar
  • Interoperabilidade civil militar: Assegurar articulação funcional entre Saúde Militar, MISAU, DPS/SPS e SDSMAS, garantindo complementaridade entre redes civil e militar, continuidade de cuidados, referenciação bidireccional e integração dos dados e serviços nos sistemas nacionais
  • Representação técnica: Representar a Fundação Ariel Glaser e a Saúde Militar em fóruns técnicos de prevenção, ATS, PrEP, APSS, testagem de contactos e retenção, partilhando boas práticas e alinhando prioridades entre o programa, as FADM, o MISAU e o doador
  • Gestão da dupla subordinação: Assegurar clareza entre a linha técnica da Fundação Ariel Glaser e a linha operacional da Saúde Militar, prevenindo conflitos de autoridade, duplicação de orientações e atrasos na implementação
Prevenção combinada, ATS e testagem de alto rendimento
  • Testagem dirigida: Liderar a implementação de testagem elegível e de alto rendimento em portas de entrada prioritárias, incluindo triagem, internamento, consultas clínicas, CPN/CCR, campanhas de incorporação, recrutamento militar, centros de instrução e acções dirigidas em aquartelamentos
  • Testagem de contactos e índice: Fortalecer a testagem voluntária de parceiros, contactos sexuais e filhos biológicos de casos índice, respeitando rigorosamente os 5Cs, consentimento, confidencialidade, aconselhamento, resultados correctos e conexão aos serviços, com rastreio sistemático de violência baseada no género
  • Prevenção biomédica: Expandir e qualificar a navegação para PrEP oral, PrEP injectável de longa duração quando disponível segundo normas nacionais, PEP para exposições ocupacionais ou acidentais, auto testagem de HIV e distribuição orientada de preservativos e outros materiais de prevenção combinada
  • Gestão de kits e insumos: Articular com farmácia e laboratório para garantir disponibilidade contínua de testes rápidos, HIVST, materiais de prevenção, instrumentos de registo e insumos de qualidade, evitando roturas nas US Militares e postos avançados
Ligação ao TARV, adesão reforçada e continuidade na mobilidade operacional
  • Ligação imediata ao TARV: Assegurar que todos os utentes diagnosticados com HIV sejam acompanhados por encaminhamento assistido para início de TARV no mesmo dia, com apoio psicossocial, redução de estigma e documentação adequada do desfecho
  • Aconselhamento de adesão reforçada: Padronizar e supervisionar sessões de EAC para utentes com carga viral elevada, integrando literacia sobre Indetectável igual a Intransmissível, análise de barreiras, plano individual de adesão e reavaliação clínica em coordenação com a equipa de cuidados e tratamento
  • Mobilidade operacional: Desenvolver estratégias de continuidade terapêutica para militares em destacamento, manobras, missões prolongadas ou transferências de guarnição, incluindo notas de transferência confidenciais, MMD, contacto remoto protegido e coordenação com farmácia e clínica
  • DOT diferenciado: Aplicar Tratamento Directamente Observado apenas quando indicado pelas normas clínicas para TB e TPT. Para HIV/TARV, proibir práticas que exponham o estado serológico perante pares ou comando, assegurando adesão por aconselhamento sigiloso, MMD e seguimento confidencial
Registo, busca activa, linhas de apoio e seguimento remoto
  • Registo rigoroso: Garantir o preenchimento completo, legível e sem rasuras dos instrumentos primários de ATS, testagem de contactos, PrEP/PEP, EAC, busca activa, VBG e ligação ao TARV
  • Busca activa de faltosos: Estabelecer rotina semanal de extracção, validação e seguimento de listas de faltosos em coordenação com M&A, clínica e farmácia, assegurando contacto confidencial e reintegração rápida, preferencialmente em 24 a 48 horas
  • Linhas de apoio remoto: Desenhar e supervisionar canais presenciais, telefónicos ou remotos para orientação de militares e dependentes em destacamento ou zonas de difícil acesso, assegurando confidencialidade, registo de interacções e encaminhamento seguro
  • Triangulação de dados: Participar mensalmente na reconciliação entre livros de ATS, fichas de busca activa, OpenMRS/SIS RME, registos de farmácia, laboratório e relatórios agregados
Modelo castrense de apoio entre pares e capacitação de base
  • Apoio entre pares: Desenhar e implementar, com a Direcção de Saúde Militar, um modelo de apoio entre pares adaptado ao meio castrense, inspirado em modelos de Mãe Mentora, Conselheiro e Navegador, capacitando Sargentos Maiores e pontos focais militares como facilitadores de literacia em saúde, adesão e combate ao estigma
  • Socorristas de companhia e pelotão: Assegurar que companhias e pelotões prioritários tenham pelo menos um socorrista ou ponto focal capacitado em primeiros socorros psicológicos, comunicação não estigmatizante, orientação básica em prevenção e referência para serviços
  • Educação em saúde: Apoiar palestras e sessões de literacia em saúde em quartéis, centros de instrução e vilas militares, com enfoque em prevenção combinada, I=I, adesão, saúde sexual e reprodutiva, PEP, PrEP e redução do estigma
Garantia de qualidade, CQI e mitigação da rotatividade
  • Qualidade da testagem: Assegurar adesão aos algoritmos nacionais de testagem rápida de HIV e participação dos operadores em RTCQI/EQA, em coordenação com o Assessor de Laboratório
  • CQI e PDSA: Liderar micro projectos de melhoria contínua da qualidade voltados para ligação imediata ao TARV, reintegração de faltosos, adesão à PrEP/PEP, qualidade da testagem de contactos e integridade dos registos
  • Indução rápida: Desenvolver pacotes de indução e materiais práticos para pessoal recém incorporado ou transferido, assegurando manutenção de competências mínimas em ATS, APSS, EAC, busca activa, 5Cs, VBG e confidencialidade
  • Mitigação da rotatividade: Aplicar uma estratégia de redundância mínima de competências por unidade, com mentoria estruturada, manuais de consulta rápida e monitoria do impacto da rotação de quadros nos indicadores de ligação, retenção e supressão viral
Apropriação institucional, OCA, semáforo e sustentabilidade
  • Matriz de transição: Monitorar a transferência progressiva de protocolos, ferramentas, competências e rotinas de prevenção, ATS e apoio à adesão para as equipas permanentes da Saúde Militar, com marcos definidos na matriz de transição do programa
  • OCA e semáforo: Contribuir para a aplicação periódica das ferramentas de OCA, semáforo de prontidão e avaliação tipo MilSID, analisando a prontidão das US Militares para assumirem autonomamente as funções de ATS, prevenção, APSS, busca activa, apoio entre pares e reporte de dados
  • Planos de melhoria: Elaborar e acompanhar planos de melhoria para unidades classificadas como amarelo ou vermelho nas áreas de prevenção, ATS e adesão, com prioridades mensais, responsáveis definidos e reavaliação sistemática
Requisitos
  • Elevada capacidade de adaptação, escuta e comunicação, com sensibilidade para trabalhar no ambiente militar, respeitando hierarquia, disciplina e protocolo
  • Capacidade comprovada de liderança técnica, mentoria no posto de trabalho, formação de adultos e supervisão de equipas de campo com diferentes níveis de formação
  • Domínio técnico de ATS, testagem de contactos e índice, APSS, EAC, PrEP, PEP, prevenção combinada, busca activa, retenção e reintegração em cuidados
  • Rigor ético e compromisso absoluto com confidencialidade, não discriminação, protecção de dados clínicos e prevenção de estigma no contexto militar
  • Capacidade de articulação com comando militar, MISAU, DPS/SPS, SDSMAS, US civis, equipas comunitárias e representantes do doador
  • Forte capacidade de análise de dados programáticos e utilização de evidências para tomada de decisão, priorização e correcção rápida de desvios
  • Domínio do pacote Microsoft Office, em particular Word, Excel e PowerPoint. Familiaridade com OpenMRS/SIS RME e ferramentas de reporte será uma vantagem
  • Fluência em Português e excelente domínio de Inglês técnico. Conhecimento de línguas locais nas províncias de intervenção será valorizado
  • Disponibilidade para deslocações frequentes, cerca de 40 a 50 por cento do tempo, incluindo unidades militares remotas ou zonas de acesso condicionado
  • Licenciatura em Saúde Pública, Psicologia Clínica ou Social, Enfermagem Superior, Ciências Sociais, Medicina ou área afim. Mestrado em Saúde Pública, Gestão de Programas de Saúde ou área relacionada será uma vantagem
  • Mínimo de 5 a 7 anos de experiência técnica progressiva em programas de prevenção de HIV/SIDA, ATS, apoio psicossocial, adesão, retenção e saúde comunitária em Moçambique
  • Experiência comprovada em programas financiados pelo Governo dos EUA, incluindo PEPFAR, DHAPP, DoD, USAID ou CDC. Experiência prévia com instituições das Forças Armadas ou sector de Defesa será fortemente valorizada
  • Formação ou experiência prática em ATS, testagem de contactos e índice, APSS, EAC, PrEP/PEP, prevenção positiva, VBG e modelos de pares
  • Experiência no desenho e implementação de estratégias de busca activa, reintegração de faltosos, apoio entre pares, navegação de utentes e retenção em cuidados
  • Experiência em supervisão de equipas, facilitação de formação, mentoria, elaboração de POPs, pacotes de indução e materiais de apoio prático
  • Compreensão das directrizes nacionais do MISAU, sistemas de registo e reporte, e requisitos de qualidade e confidencialidade em programas de HIV/TB
Notas
  • Apenas candidatos pré-seleccionados serão contactados
  • A Fundação Ariel Glaser trabalha em estreita parceria com o Ministério da Saúde (MISAU), a Direcção Nacional de Saúde Militar (DNSM), sob o Ministério da Defesa Nacional (MDN), e o Departamento de Saúde Militar do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (DSM-EMG/FADM), e o financiador internacional (DHAPP/DoW), visando prestar assessoria técnica especializada, capacitação em serviço e inovações operacionais na rede de unidades sanitárias do sector de Defesa, hospitais, centros de saúde, postos médicos militares, centros de instrução e outras unidades do sector, beneficiando militares, dependentes de militares e comunidades circunvizinhas
  • O programa é de Saúde Militar; contudo, a sua coordenação e continuidade assistencial dependem de uma colaboração e interoperabilidade civil-militar activa e sustentada entre a Saúde Militar e o MISAU, do nível central ao provincial (Direcções Provinciais de Saúde, DPS) e distrital (Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, SDSMAS), até às áreas de saúde onde as consultas de Saúde Materno-Infantil, maternidades e serviços de saúde sexual e reprodutiva, civis e militares, são indispensáveis para assegurar a saúde integral da díade mãe-criança e a retenção em cuidados de militares, dependentes e comunidade
  • As candidaturas acompanhadas de Curriculum Vitae, e carta de Motivação em língua portuguesa devem ser enviadas até ao dia 22 de Outubro de 2026, através do site de emprego, indicando no assunto o código da vaga para qual está a candidatar-se ou entregues nos nossos escritórios Sede sito na Rua das Rosas, nº 105, Sommerschield II – Maputo, na Matola sito na Rua da Missão nº 315 e em Pemba na Rua da Base Moçambique, nº 640, e para quaisquer esclarecimentos sobre as vagas (incluindo como submeter as candidaturas), usem os seguintes números: 84 411 1075; e /84 392 2204
  • Na Fundação Ariel as vagas não se pagam! Os recrutamentos são conduzidos observando estritamente os princípios de ética, integridade e transparência. A Fundação recomenda e encoraja vivamente a denúncia imediata de quaisquer actos contrários através dos números: 84 84 515 6656 ou 84 502 8115
  • Somente serão contactados os candidatos selecionados para os testes (se aplicável) e entrevistas.
  • A Fundação Ariel Glaser encoraja as candidaturas de mulheres!

COMO CANDIDATAR-SE?

Para candidatar-se, aceda ao link:

Fundação Ariel Glaser: Assessor Técnico de Prevenção, Aconselhamento e Testagem em Saúde (ATS) e Apoio à Adesão, Saúde Militar, Maputo – emprego.co.mz